“É um engano pensar que a arquitetura possa ser tratada como um assunto estanque; e engano maior pretender individualizá-la com base na análise formal, desvinculando-a de seus fundamentos econômicos, políticos e sociais.”
Luiz Saia

Taipa de Bico: Casa de João de Barro Foto Tiago Sala 2015

Taipa de Bico: Casa de João de Barro | Foto: Tiago Sala 2015

 

 

O objetivo deste trabalho, colocando em sítio digital um conjunto de informações sobre Casas Bandeiristas: Arquitetura Colonial Paulista, é disponibilizar para a Rede Pública de Ensino um instrumento de referência sobre a história de São Paulo e do Brasil, utilizando a arquitetura como fato social básico.

Com isto se pretende também recolocar uma discussão sobre o espaço (geográfico, arquitetônico e simbólico) como lugar privilegiado das vivências sociais, entendendo a história (conhecimento) e a memória (reconhecimento) como pressupostos básicos de cidadania e de participação política democrática.

Do ponto de vista teórico, ensaia uma revisão do conceito de /Casa Bandeirista/ enquanto modelo ideal, buscando bases empíricas (ou seja, os remanescentes arquitetônicos: as casas que ainda existem e a lembrança das casas que desapareceram) capazes de configurar um partido arquitetônico em transformação ao longo do tempo e em adaptação conforme necessidades diversas.

Do ponto de vista prático, busca incorporar a pequena arquitetura, incluindo casas populares no estudo deste processo de transformação e adaptação de um partido arquitetônico, conforme diversos programas, ao longo da expansão colonial em território sul-americano.

Para isso foi necessário rever a história das definições de /bandeira/, /bandeirante/ e /casa bandeirista/, de seus processos de valorização e restauro, de suas mitologias e celebrações.

Sem se pretender definitivo ou conclusivo, repropõe uma discussão, sugerindo a visitação e o conhecimento destes locais de memória onde se construiu o Brasil presente, assim como uma reflexão histórica na presença destes monumentos.

 

Dalton Sala

 

 

The aim of this project to digitize information about the Bandeirista Houses: São Paulo’s Colonial Architecture is to provide a reference tool for teaching the history of São Paulo and Brazil in the state-school system, using architecture as a fundamental social phenomenon.

The project also seeks to promote discussions about space (geographical, architectural and symbolic) as a privileged site of social existence, understanding history (knowledge) and memory (recognition) as basic prerequisites of citizenship and democratic political participation.

From a theoretical perspective, this project proposes a revision of the concept of /the Bandeirista House/ as an ideal model, seeking empirical sources (in other words, architectural remains: the houses that are still in existence and the memories of those that have been lost) that can piece together um architectural environment that has been transformed over time and adapted to suit diverse needs.

From a practical point of view, the project aims to incorporate less significant buildings, including modest dwellings, into the study of this process of transformation and adaptation of an architectural environment to suit various different purposes throughout the period of colonial expansion on the territory of South America.

In order to do so it has been necessary to revisit the history of the definitions of the terms /bandeira/, /bandeirante/ and /bandeirista house/, along with the processes of valorization and restoration of the houses, and their mythologies and commemorations.

Without claiming to be definitive or conclusive, this project proposes further discussion, advocating visits to and familiarization with these memory sites where the foundations of present-day Brazil were laid, in addition to historical reflection on the presence of these monuments.

 

Dalton Sala


 

 

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