BRASIL: SÃO PAULO  Embu  CALU

Pouco se pode dizer sobre a Casa do Calu, a não ser que pertence ao conjunto das casas que desapareceram, como as casas do Itaim, Mirim, Querubim, Santo Amaro, São Roque…

Algumas foram reconstruídas, como a do Itaim; outras desapareceram totalmente, como o Querubim e a Tabatinguera; do Mirim e do Calu sobraram apenas uns restos de taipa; e temos ainda aquelas que desapareceram sem deixar notícia.

Casa de porte médio, construída em taipa de pilão, sua planta em três lanços mostra alpendre à frente ladeado por dois cômodos; ao alpendre segue uma grande sala, com dois quartos à esquerda e outros dois à direita.

A Casa do Calu estava à beira do caminho que levava aos Campos de Curitiba e às minas de Paranaguá. Este caminho passava pela aldeia de Nossa Senhora dos Pinheiros e pelo Butantã, cruzava o Geribatiba (Rio Pinheiros), seguia pelo Caxingui até o Embu e, depois de Itapecerica despencava rumo sul, cruzando os campos cheios de araucárias a ocidente da Serra do Mar.

There is little to say about the Calu House, other than that it belongs to the group of houses that disappeared, like the houses of Itaim, Mirim, Querubim, Santo Amaro, São Roque…

Some of them have been rebuilt, such as that of Itaim; but others vanished completely, like those of Querubim and Tabatinguera; all that remains of the houses of Mirim and Calu are a few sections of rammed earth. There were also houses that vanished without a trace.

A medium-sized house, built from rammed earth, its floor plan in three sections features a recessed front porch flanked by two rooms; the porch leads to a large reception room, with two bedrooms to the left and a further two to the right.

The Calu House was situated alongside the trail that led to the Campos de Curitiba and the mines of Paranaguá. This trail passed through the village of Nossa Senhora dos Pinheiros and Butantã, crossed the Geribatiba (the Pinheiros River), and continued through Caxingui as far as Embu and, after Itapecerica turned sharply to the south, crossing the fields full of araucaria trees to the west of the Serra do Mar mountain range.

Localizada e registrada por Luís Saia na década de 1940, em Notas sobre a Arquitetura Rural Paulista do Segundo Século 1, na década de 1970, quando Júlio Katinsky escreveu seu trabalho sobre Casas Bandeiristas 2, muito pouco restava do Calu.

“Do Calu, reduzido a alguns pedaços de taipa, transportamos uma padieira 3 decorada, abandonada às intempéries, para o sítio do Padre Inácio, onde estará protegida e poderá ser estudada posteriormente.” 4

Restos da taipa do Calu Fotos: Tiago Sala 2007

Restos da taipa do Calu      Fotos: Tiago Sala 2007

Restos da taipa do Calu Fotos: Tiago Sala 2007

Restos da taipa do Calu      Fotos: Tiago Sala 2007

Restos da taipa do Calu Foto: Tiago Sala 2007

Restos da taipa do Calu
Foto: Tiago Sala 2007

Casa do Calu: alpendre Foto Júlio KatinskyCF sem data

Casa do Calu: alpendre       Foto Júlio Katinsky sem data

1 SAIA, Luís. NOTAS SOBRE A ARQUITETURA RURAL PAULISTA DO SEGUNDO SÉCULO. Revista do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional: nº 8, p. 211-275. Rio de Janeiro, Ministério da Educação e Saúde, 1944.

2 KATINSKY, Júlio Roberto. CASAS BANDEIRISTAS: NASCIMENTO E RECONHECIMENTO DA ARTE EM SÃO PAULO. São Paulo, Instituto de Geografia da Universidade de São Paulo, 1976.

3 Padieira: verga superior de janela ou porta, especialmente de madeira.

4 KATINSKY, Júlio Roberto. Obra citada, p. 75.

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