Século XV

1412 Descoberta do Cabo Bojador.
1415 Os portugueses conquistam Ceuta, no norte da África.
1417 O Infante dom Henrique cria a Escola de Sagres, no cabo São Vicente.
1418 Os navegadores portugueses ultrapassam o cabo Não: descoberta da ilha da Madeira.
1419 Gonçalves Zarco atinge Porto Santo.
1420 Tristão Vaz descobre a ilha da Madeira.
1427 Gonçalo Velho descobre e explora o Arquipélago dos Açores.
1434 Gil Eanes dobra o Cabo Bojador.
1441 Nuno Tristão navega até o cabo Branco e retorna a Lisboa com pequena quantidade de ouro em pó, extraído do rio do Ouro.

Em uma segunda viagem Tristão descobre algumas das ilhas de Cabo Verde e avança até Serra Leoa, onde adquire cerca de uma dúzia de escravos negros de traficantes mouros; levados a Lisboa, os negros africanos são vendidos por alto preço.

Os portugueses dobram o Cabo Verde.

1443 Nuno Tristão chega à ilha de Arguim.
1445 Nuno Tristão atinge a Senegâmbia e Dinis Dias ultrapassa a foz do rio Senegal.
1446 Descoberta do arquipélago dos Açores, por navegadores portugueses.
1456 Posse do Arquipélago de Cabo Verde.

Os navegadores portugueses alcançam sucessivamente Gâmbia, Serra Leoa e o Rio do Ouro.

1460 Morte do Infante Dom Henrique.
1465 Os portugueses continuam seu avanço ao longo do litoral africano: Cabo das Palmas, Guiné, Canárias, São Tome.

Diogo de Azambuja funda a feitoria e fortaleza de São Jorge da Mina.

Fundação do forte de Santo Antônio e da feitoria de Axim.

1471 Travessia do Equador.

Conquista de Arzila por dom Afonso V, cognominado o Africano.

1474 Junho: o geômetra florentino Paolo Toscanelli remete ao rei de Portugal, dom Afonso V, através do cônego Martins, uma carta sobre a esfericidade da Terra, sugerindo a possibilidade de chegar às Índias navegando para ocidente.
1476 Colombo em Lisboa, pela primeira vez.
1478 Retorno de Colombo a Lisboa: viagem à ilha da Madeira.
1480 Conforme pretendem alguns historiadores franceses, Jean Cousin, de Dieppe, teria chegado ao Brasil, mas não documento que comprove esta afirmação.
1482 Diogo Cão descobre o Zaire.

Os portugueses progridem no rumo sul ao longo da costa africana: rio Congo e Benguela.

1483 Da Espanha, Colombo propõe seus planos ao rei de Portugal, dom João II; sem avisar Colombo, o soberano envia uma caravela na tentativa de atravessar o Atlântico; uma tempestade devolve a tentativa a Lisboa. Colombo sente-se traído pelo rei.
1484 Colombo parte da Espanha e retorna à Itália.
1485 Colombo retorna à Espanha.

Diogo Cão: Hotentótia. Angola.

1486 Abril: Colombo apresenta seus planos à chancelaria da rainha Isabel. Fernando e Isabel acolhem favoravelmente a proposta, que é submetida a um conselho de sábios, prelados e religiosos reunidos ad hoc em um convento dominicano na cidade de Salamanca.

A assembleia decide contra os planos, pois suas ideias são contrárias á posição da Igreja, que negava a esfericidade da Terra.

Colombo oferece seus serviços ao rei da Inglaterra, Henry VII, que ignora a oferta.

1487 Sebastião Caboto chega ao Labrador, que entende como uma continuação das terras setentrionais da Europa.

Bartolomeu Dias reconhece a costa africana até a Serra dos Reis.

1488 Bartolomeu Dias contorna o cabo da Boa Esperança.

Dom João II convida Colombo a voltar a Portugal.

1490 O projeto de Colombo é reexaminado por uma comissão real espanhola.
1491 O projeto de Colombo é reavaliado por autoridades eclesiásticas.
1492 Janeiro: novo parecer negativo, por parte das autoridades eclesiásticas, aos planos de Colombo.

Abril: graças às pressões reais, a Igreja termina por aprovar a expedição.

3 de agosto: Colombo deixa o porto de Palos, comandando três caravelas, em direção ao Atlântico; com ele estão os irmãos Alonso, Francisco e Vicente Pinzon.

12 de outubro: Colombo chega à ilha de São Salvador, acreditando ter chegado ao Oriente.

Colombo descobre a América.

1493 Pela Bula Inter Cætera, o Novo Mundo é dividido entre Portugal e Espanha, por meio de um meridiano situado a 100 léguas do arquipélago do Cabo Verde: o que estivesse a oeste do Meridiano seria espanhol e o que estivesse a leste, português.
1494 Firmado em entre Portugal e Espanha o Tratado de Tordesilhas, que estabelece a divisão das terras do Novo Mundo, já descobertas e ainda por descobrir, por meio de um meridiano traçado a 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde, cabendo a Portugal os territórios anteriores a esta linha, e à Espanha os territórios além desta linha, estendendo esta linha e os termos do tratado também às descobertas realizadas na Ásia.

É importante perceber que na América os territórios de Portugal estão a leste da linha de Tordesilhas, mas na Ásia os territórios portugueses estão a oeste da linha de Tordesilhas.

As imprecisões do Tratado levaram a grandes disputas territoriais; pois os portugueses afirmavam que a linha passava no início do rio da Prata, perto da confluência do rio Paraná com o rio Uruguai; já os espanhóis afirmavam que a linha passava em Cananeia, hoje no litoral sul do Estado de São Paulo.

Hoje sabemos que o meridiano de Tordesilhas cortaria o território brasileiro em Laguna, cidade no sul de Santa Catarina; ao norte, passaria por Belém do Pará.

Na Ásia, as imprecisões do Tratado de Tordesilhas levaram Portugal e Espanha à disputa pelas ilhas Molucas.

Na Europa, o Tratado não foi reconhecido por outros monarcas além do português e do espanhol; nomeadamente a Inglaterra e a França começaram a orientar expedições dirigidas ao território americano.

1497 Parte de Lisboa a expedição de Vasco da Gama, com destino às Índias.

Vasco da Gama dobra o cabo da Boa Esperança.

1498 Vasco da Gama chega a Calicute, na Índia.
1499 Junho: Alonso de Hojeda, acompanhado de Américo Vespúcio e Juan de La Cosa, navegando por Espanha, toca o extremo norte do Brasil, aportando, segundo tudo indica, no delta do rio Açu, no Rio Grande do Norte.

Os irmãos Pinzon percorrem a costa norte da América do Sul (Guianas e Brasil), chegando até a altura da foz do rio Amazonas.

Século XVI

1500 Em Janeiro, o espanhol Vicente Ianez Pinzon atinge o Brasil, chegando ao cabo de Santa Maria de Le Consolacion, hoje de Santo Agostinho, em Pernambuco *, no dia 20 de Janeiro de 1500. Foi o primeiro europeu a observar a pororoca, tendo penetrado no mar d’água Dulce do Amazonas.

22 de Abril: chegada da frota de Pedro Álvares Cabral ao Brasil.

1501 Expedição de dom Nuno Manuel.

Primeira expedição exploradora: uma expedição de três navios parte em Maio de Lisboa, com destino ao Brasil: mesmo a tempo de se encontrar, na altura de Cabo Verde, com os três navios que restavam da esquadra de Cabral que voltava das Índias.

1502 Dom Manuel arrenda os direitos de exploração do pau-brasil a comerciantes portugueses, cuja obrigação era construir um forte e enviar navios que explorassem anualmente trezentas léguas de litoral.
1503 Segunda expedição exploradora, provavelmente financiada pela companhia arrendatária dos direitos de exploração do pau-brasil: fundação de feitoria de Cabo Frio: exploração de mão de obra indígena por meio de escambo. Outras feitorias foram fundadas em Pernambuco e no Rio de Janeiro.

Expedição comandada por Gonçalo Coelho, acompanhado por Américo Vespúcio: buscando um caminho ocidental para Malaca, chegou até o Cabo de Santa Maria, no Uruguai.

Expedição de Fernão de Noronha.

1504 Expedição francesa de Binnot de Gonneville.
1511 Chega ao Brasil a nau Bretoa.
1513 Balboa atinge o Pacífico.
1515 Juan Dias de Solis, português a serviço de Espanha, percorre a costa brasileira, chegando até o rio da Prata.
1516 Expedição de Cristóvão Jacques, defendendo as costas do Brasil.
1517 Expedição de Sebastião Caboto.
1519 Fernão de Magalhães, português a serviço de Espanha, costeia o Brasil procurando uma passagem entre Atlântico e o Pacífico.
1520 Expedição francesa de Parmetier.
1521 Expedição francesa de Roger.
1524 Entrada de Aleixo Garcia em direção ao Cerro da Prata.
1526 Segunda expedição de Cristóvão Jacques: ataques a navios franceses, seguidos de brutalidades e enforcamentos de marinheiros bretões. Cristóvão Jacques permanece navegando ao longo das costas do Brasil até 1528.
1527 Expedição francesa de Verrazano.
1529 Dom João III assina com Carlos V o Tratado de Saragoça, que dá as ilhas Molucas a Portugal, mediante indenização. Com isso, diminui a freqüência dos barcos espanhóis na costa brasileira, pois o Estreito de Magalhães, passagem para o Oceano Pacífico, deixa de ser vital aos espanhóis.

Por outro lado, como a posse das Molucas envolvia o prolongamento da Linha de Tordesilhas, na prática os espanhóis passam a entender seus domínios americanos consequentemente expandidos para leste.

Por outro lado, como a França não reconhecia o Tratado de Tordesilhas, e com grandes interesses privados em jogo: comerciantes dos portos de Dieppe, Honfleur e Rouen, a presença de navios franceses nas costas brasileiras recrudescia.

Face às ações de Cristóvão Jacques, o rei de França, Francisco I, concede uma carta de marca (na prática uma autorização para ação corsária contra navios portugueses) a Jean Ango.

Seguem-se entendimentos entre dom João III e Francisco I: um empréstimo aos franceses e uma indenização aos espanhóis eliminou provisoriamente a presença francesa em costas brasileiras, afastando também os barcos espanhóis.

1530 Dom João III envia uma expedição colonizadora, chefiada por Martim Afonso de Souza ao Brasil.
1531 A esquadra de Martim Afonso de Souza chega ao Brasil: após atacarem os franceses na costa de Pernambuco e explorarem o rio do Maranhão, rumam para o sul, passando por Cananéia e chegando ao rio da Prata.

Parte das embarcações, sob o comando de Pero Lopes de Souza, irmão de Martim, sobem o rio e assinalam com seus padrões a posse da Coroa de Portugal.

Em seguida, iniciam viagem de volta a São Vicente.

1532 Martim Afonso de Sousa funda São Vicente e, subindo ao Planalto, a vila de Piratininga.
1534 O Brasil é dividido em capitanias hereditárias.

Martim Afonso de Souza recebe carta de doação de 100 léguas de costa brasileira.

Martim Afonso de Souza toma medidas proibindo de irem os brancos ao Campo sem sua licença ou dos capitães seus loco-tenentes.

1535 Primeira fundação de Buenos Aires, por dom Pedro de Mendonza.
1536 Fundação de Assunção do Paraguai, por Ayolas e Irala.
1540 Alvar Núñez Cabeza de Vaca parte de Espanha para o Paraguai, investido dos títulos de governador, adelantado  e capitão-general do Rio da Plata.
1541 Alvar Núñez Cabeza de Vaca desembarca na ilha de Santa Catarina e dirige-se por terra para o Paraguai.
1542 Chegada de Alvar Núñez Cabeza de Vaca a Assunção do Paraguai.

São Vicente é assolada por uma forte ressaca: ondas de cerca de oito metros de altura avançam terra adentro, destruindo toda a parte da povoação fronteira ao mar.

1544 Dona Ana Pimentel, enquanto procuradora de seu marido Martim Afonso de Souza, revoga a proibição de irem os brancos ao Campo. Tal medida possibilita o aumento de população branca de Santo André
1545 A povoação de Santos, fundada por Brás Cubas, recebe foral e é elevada à categoria de vila.

Os espanhóis descobrem prata em Potosi.

1548 Cria-se o Governo Geral do Brasil, com a intenção de centralizar a administração colonial: a capital escolhida é a cidade de Salvador da Bahia.
1549 Dirigida pelo padre Manuel da Nóbrega, a primeira missão jesuítica chega à Bahia.
1550 João Ramalho funda Santo André.

Chega a Salvador da Bahia o primeiro contingente de escravos africanos.

Uma expedição francesa retornando leva a Rouen cerca de cinquenta índios tupinambá que são apresentados ao rei Henrique II e à rainha Catarina de Médicis, representando cenas de combate e de danças.

1551 Os castelhanos fundam Ciudad Real, a oriente do rio Paraná.
1553 Tendo João Ramalho cumprido as determinações de Tomé de Souza e fortificado sua aldeia chamada Santo André, Tomé de Sousa concede o foro de vila a Santo André: a povoação recebe o foral de vila a 8 de abril de 1553.
João Ramalho é nomeado capitão.Passagem de Ulrich Schmidel por Parnaíba, vindo do Paraguai, com destino a São Vicente; imediatamente após a passagem de Ulrico, Nóbrega sobe ao Planalto, segue o Anhembi e funda a aldeia de Maniçoba, na região de Itu.15 de junho de 1553: em carta a seus superiores em Portugal, o jesuíta Manuel da Nóbrega registra que Tomé de Souza havia proibido o trânsito terrestre entre o litoral de São Vicente e o Paraguai, afirmando “a que a principal causa de todas foi fechar-se o caminho, por razão dos castelhanos, que estão pouco mais de cem léguas desta capitania, e dizem que na demarcação de El-Rei de Portugal. E tem-se por certo haver muita prata na terra e tanta que dizem haver serras dela, e muita notícia de ouro, pelo qual fechou e atalhou o caminho, até Sua Alteza prover a isso.”

Em agosto, os jesuítas lançam as bases do Colégio de São Paulo de Piratininga, em uma elevação entre os vales do Anhangabaú e do Tamanduateí, aconselhando os caciques Tibiriçá e Caiubi a transferirem-se para lá com os seus povos.

1554 É rezada a primeira missa no Colégio de São Paulo, instalado pelos jesuítas no Planalto de Piratininga.

25 de janeiro: data considerada fundação de São Paulo: missa rezada pelo jesuíta Manuel de Paiva e assistida por doze jesuítas, e Tibiriçá e Caiubi com seus índios.

A mando do governador Domingo Martinez de Irala, Garcia Rodrigues de Vergara funda a povoação de Ontiveros, quase à confluência do rios Paraná  Iguaçu: a oriente do rio Paraná.

Os espanhóis fundam Ontiveros, no Itatim, à margem oriental do rio Paraná.

1555 Os franceses fundam a França Antártica, no Rio de Janeiro.
1557 Ainda seguindo as instruções de Irala, Vergara funda a Ciudad Real del Guayrá, no encontro do rio Piquiri com o Paraná.
1560 O foral de vila de Santo André é transferida para a povoação que cresceu em volta do Colégio de São Paulo.

Revoltas indígenas. Mém de Sá persegue os indígenas até a zona de Parnaíba. Brás Cubas e Luiz Martins organizam uma expedição visando atacar os revoltosos e procurar riquezas minerais: Cubas afirma ter percorrido cerca de trezentas léguas no sertão e só ter encontrado sinais de ouro nas proximidades de São Paulo, no Jaraguá.

Heliodoro Eobanos descobre pequenas manchas auríferas em Iguape e em Paranaguá.

1561 Recrudescimento das revoltas indígenas.

Anchieta percorre o curso superior do Anhembi.

1562 Momento culminante das revoltas indígenas: grandes combates na Vila de São Paulo.
1563 Momento culminante das revoltas indígenas.

João Ramalho é designado capitão das gentes que iriam à guerra contra os índios do vale do Paraíba.
Os indígenas se antecedem à ação paulista, iniciando os combates no dia 10 de julho: atacam a vila, sitiando-a. Salientam-se na defesa João Ramalho e Tibiriçá.

João Ramalho visita o curso superior do Paraíba.

1564 João Ramalho é eleito para o cargo de Vereador da Vila de São Paulo, mas recusa-se a aceitá-lo, alegando “ser homem velho que passava dos setenta anos e que estava bem em um lugar em terra dos contrários da Paraíba e que estava tão bem como degredado no dito lugar.”

Morte de Tibiriçá.

1567 Os franceses são expulsos do Rio de Janeiro.
1568 Início da Guerra dos Oitenta Anos, entre a Espanha e os Países Baixos.
1570 Carta-Régia de dom Sebastião garante a liberdade dos índios do Brasil: mas não há meios práticos de conter os ataques e as violências contra os indígenas.
1572 Jerônimo Leitão é nomeado capitão-mor da capitania de São Vicente.
1574 Os tamoios atacam a capela e as moradas da ilha de Santo Amaro, à entrada da barra de Bertioga.
1575 Jerônimo Leitão organiza uma expedição que, partindo do Rio de Janeiro a 27 de agosto de 1575, vai atacar os tamoios aldeados na região de Cabo Frio.
1576 Os castelhanos fundam Vila Rica del Espiritu Santo, a oriente do rio Paraná.
1578 Morte do rei de Portugal, dom Sebastião, na batalha de Alcácer-Quibir, sem deixar sucessor.
1579 A União de Utrecht funda a República das Sete Províncias dos Países Baixos, também conhecida pelo nome de Holanda.
1580 Portugal passa para o domínio de Felipe II de Espanha: início da Monarquia Dual.

Manuel Fernandes recebe uma sesmaria na região da Parnaíba e vai até o local tomar posse de suas terras; constrói uma capela dedicada a Santo Antônio e inicia uma fazenda.

1581 O capitão-mor Jerônimo Leitão organiza uma grande expedição contra os carijó e os tupinaé que se escondiam no vale do rio Tiete, emboscando-se na zona de corredeiras entre a Parnaíba e o Utu-Guaçu.

A expedição percorre todo o curso do Tietê, transpõe o Paranapanema e atinge a região do Guairá, de onde traz para São Paulo as primeiras grandes partidas de indígenas escravizados.

1583 Arremetidas de corsários ingleses, comandados por Edward Fenton, contra as costas brasileiras. Chegam às costas de São Paulo, onde, apesar da desconfiança, são recebidos em Santos.

Chega ao porto de Santos uma esquadra espanhola composta de 23 navios, comandada por Diego Flores Valdez, com destino ao Estreito de Magalhães: combatem e expulsam os corsários ingleses: um dos objetivos da viagem da esquadra espanhola é construir duas fortalezas no estreito de Magalhães, dominando a passagem e controlando o tráfego naval entre os dois oceanos e as costas leste e oeste da América.
Derrotados os ingleses, os espanhóis permanecem em Santos: a presença desta esquadra causa uma crise de abastecimento no planalto, pois seus habitantes são obrigados a fornecer gêneros alimentícios. A situação causa protestos dos moradores da vila de São Paulo.

A Câmara publica um pregão, obrigando os moradores que não levassem seu gado para o mar a multa de 50 cruzados e degredo por dois anos no forte da Barra.

1585 A situação de resistência às autoridades perdura: a 27 de abril, estabelece-se a censura ao direito de protesto, proibindo-se aos habitantes, sob pena de multa e degredo, que falassem contra o rei ou contra o alcaide do forte da Barra: pena de prisão, cem açoites e 10 cruzados para os peões; pena de prisão, 20 cruzados e um ano de degredo na fortaleza de Bertioga para os homens de qualidade; prisão em ferros e castigo a critério do alcaide do forte para os soldados.

Além da escassez de genros alimentícios, nas Atas da Câmara assinala-se a ausência de mão-de-obra: não há mantimentos porque não há braços para a lavoura.

A 25 de abril de 1585, o capitão-mor Jerônimo Leitão recebe petição das câmaras de São Vicente e de Santos, pedindo, que não se consinta a entrada de moradores da capitania do Rio de Janeiro nos sertões da capitania de São Vicente, com o intuito de levarem o gentio para o dito Rio.
Imediatamente, Jerônimo Leitão reúne-se com os requerentes na igreja e ermida do engenho de São Jorge dos Erasmos, organizando-se uma expedição punitiva contra os carijó e os tupinaé.

Logo em seguida, o capitão-mor reúne-se com os homens bons e o governo da vila de São Paulo, acertando-se, 6 de setembro de 1585, os últimos detalhes da entrada.

A expedição parte de Santos, por via marítima, em outubro de 1585: desembarcam em Paranaguá, sobem a serra em direção aos campos de Curitiba e Umbotava, atingindo os cursos dos rios Tibagi, Cinzas e Paranapanema; cruzando o Paranapanema, seguem em direção ao rio Iguaçu e seus tributários.

1586 Jerônimo Leitão e seus homens retornam à capitania de São Vicente, trazendo valiosa presa em contingentes indígenas escravizados.

Anchieta escreve o Auto de São Lourenço.

Passa ao largo de Santos a expedição corsária inglesa comandada por Robert Withrington e Christopher Lister: dirigem-se ao rio da Prata e, em seguida, à Bahia, onde chegam em abril de 1587, assolando o Recôncavo por dois meses, antes de retornar à Inglaterra.

1587 Dom Francisco de Souza é nomeado governador-geral do Brasil.
1588 A Invencível Armada de Felipe II ataca a Inglaterra e é derrotada pelos navios de Isabel I.

Na sessão de 7 de fevereiro de 1588, povo e oficiais da Câmara da Vila de São Paulo reunidos decidem que é necessário que se faça uma igreja matriz e que para isso se peça provisão ao governador.

A 6 de junho do mesmo ano, realiza-se um novo ajuntamento para tratar do mesmo assunto da construção da igreja matriz: esta urgência parece estar ligada a sérios desentendimentos entre os paulistas e os jesuítas, em razão da escravidão indígena.

1590 Nova e grave ameaça de levante indígena ameaça São Paulo.

A Câmara solicita ao capitão Jerônimo Leitão que se faça guerra contra o gentio que reunira todas as aldeias do sertão, depois de matar três ou quatro brancos e botar fama que tinham matado Antônio de Macedo e Domingos Luiz Grou, com todos os seus companheiros que seriam todos brancos, perto de cinquenta homens.
Além disso, os índios haviam atacado e destruído fazendas assim de brancos como de índios, e queimaram igrejas, e quebraram a imagem de Nossa Senhora do Rosário de Pinheiros, dando ocasião lícita para a guerra.

Descobrem-se pequenas jazidas auríferas no Jaraguá e em Vuturuna: as lavras do Jaraguá são exploradas pelos dois Afonso Sardinha, pai e filho, e seu sócio Clemente Álvares.

1591 A Câmara decide aceitar Lourenço Dias Machado, padre de missa, como Vigário da Vila de São Paulo.

No dia 25 de dezembro chegam a Santos os três primeiros navios da expedição de corsários ingleses comandados por Thomas Cavendish: os habitantes são surpreendidos na igreja e não oferecem nenhuma resistência; mas, em seguida, fogem serra acima.

Quando Cavendish chega com o resto dos navios, encontra a cidade deserta; ocupa Santos e São Vicente e permanece por dois meses, partindo após saquear as cidades, incendiar alguns engenhos e a vila de São Vicente.

1592 Jorge Correia toma posse do cargo de capitão-mor da capitania de São Vicente.

Sebastião Marinho penetra o sertão até a zona de Goiás.

1593 Os espanhóis fundam Santiago de Jerez del Igurey, ao sul dos saltos do Guairá.
1594 Expedições punitivas contra os índios que assediam constantemente São Paulo: entre elas, destaca-se a realizada por Jorge Correia.
1595 Expedição punitiva comandada por Manuel Sueiro.
1596 Grande expedição punitiva comandada por João Pereira de Sousa Botafogo; parte da bandeira dirige-se para Goiás, sob o comando de Domingos Rodrigues Velho.

Ingleses fundam feitorias no delta do Rio Amazonas.

1598 Afonso Sardinha, o moço, deixa São Paulo, à testa de mais de cem índios cristãos, em busca de ouro e outros metais; desconhece-se a direção que teria tomado.

Morte de Felipe II, sucedido por seu filho Felipe III.

A frota holandesa capitaneada pelo almirante Olivier van Noort ensaia um desembarque na baia da Guanabara.

1599 O governador-geral do Brasil, dom Francisco de Souza, chega a São Vicente e promulga a livre exploração das minas da capitania vicentina.

Século XVII

1603 13 de agosto: promulgado em Valladolid o Regimento das Minas.
1604 Similar ao que havia em Sevilha, cria-se em Portugal o Conselho das Índias, retirando das repartições ordinárias portuguesas a responsabilidade pelos assuntos coloniais; a medida não surtiu efeito duradouro e, aos poucos, dispersam-se novamente os serviços administrativos das colônias.
1605 Em Março: o Regimento das Minas recebe o “Cumpra-se”, no rio de Janeiro; em Abril, em Iguape.
1608 Um decreto real espanhol ordena que governador do Paraguai Hernando Arias de Saavedra direcione os padres da Companhia de Jesus para o Paraná, para o Guairá e para a região dos guaicuru (Itatim: Mato Grosso do Sul), estabelecendo também que os indígenas sob a tutela dos padres estariam isentos do regime de “encomiendas”.
1609 Os padres jesuítas José Cataldino e Simão Maceta partem de Assunção em (8 de Dezembro) de 1609 para missionar no Guairá. Estes padres fundaram as primeiras reduções às margens do Paranapanema.
1610 Domingos Fernandes e André Diniz fundam Itu.
1611 A povoação de Mogi Mirim, estabelecida por volta de 1560, é elevada à categoria de vila.
1612 Conflitos entre paulistas e jesuítas.

Fundação da França Equinocial, no Maranhão.

O padre Antônio Ruiz de Montoya segue para o Guairá.

1615 Os franceses são expulsos do Maranhão.

A frota capitaneada pelo almirante holandês Joris van Spielbergen chega às costas do Brasil, abastecendo-se em cabo Frio e Ilha Grande; ao tentar aportar em São Vicente, é repelida pelos portugueses.

1619 André Fernandes recebe uma sesmaria em Parnaíba.
1621 Morte de Felipe III, sucedido por seu filho Felipe IV.
1623 André Fernandes recebe a patente de capitão de infantaria da ordenança de São Paulo.
1624 Os holandeses, comandados pelo almirante Jacob Willekens, invadem Salvador da Bahia.
1625 Santana de Parnaíba recebe o foral de vila: na oportunidade inaugura-se a igreja matriz dedicada a Santana e iniciam-se as obras da primeira Casa de Câmara e Cadeia.

A primeira capela de Santana é doada aos beneditinos, que estabelecem em Santana de Parnaíba o mosteiro de Nossa Senhora do Desterro.

Viagem de André Fernandes a Assunção do Paraguai, acompanhando dona Vitória de Sá, esposa de dom Céspedes de Xeria.

Os holandeses são expulsos da Bahia.

1627 Início dos ataques paulistas às missões jesuíticas do Guairá, na bacia do rio Paranapanema (hoje Paraná). Antônio Raposo Tavares e Manuel Preto constroem um forte na margem esquerda do rio Tibaji.
1629 Destruição das missões jesuíticas do Guairá; Santiago de Jerez e Vila Rica del Espiritu Santo são arrasadas.
1630 Uma poderosa esquadra holandesa, composta por sessenta e quatro navios e três mil e oitocentos homens, ataca Pernambuco, conquistando Olinda e Recife.
1631 O jesuíta padre Antônio Ruiz de Montoya evacua os índios das missões que ainda não haviam sido destruídas e os leva para a região entre os rios Paraná e Uruguai.

Os paulistas destroem a Ciudad Real del Guayrá.

1632 Os paulistas iniciam os ataques contra as missões jesuíticas do Itatim (hoje Mato Grosso do Sul).
1633 Completa-se a destruição das missões do Itatim e expulsão dos jesuítas; Ontiveros é arrasada.
1634 Os holandeses invadem a Paraíba.
1637 Início do governo de Maurício de Nassau.
1638 Antônio Raposo Tavares, acompanhado de Fernão Dias Pais Leme, devassa o sul do Brasil, expulsando espanhóis e destruindo missões jesuíticas do Tape (hoje Rio Grande do Sul).
1639 Forças militares paulistas partem para a Bahia, visando reforçar as lutas contra o invasor holandês.
1640 Independência portuguesa: um dos primeiros cuidados de dom João IV é restabelecer a unidade administrativa dos assuntos coloniais, criando o Conselho Ultramarino, nos mesmo molde do Conselho das Índias espanhol.

Portugal firma com os Países Baixos uma trégua válida por dez anos.

Os paulistas expulsam os jesuítas da capitania de São Vicente.

1641 Os paulistas são vencidos pelos guarani organizados pelos jesuítas na batalha de M’ Bororé, na confluência do rio com este nome e o rio Uruguai.

Os holandeses invadem São Luís do Maranhão.

1642 14 de julho: dom João IV institui o regulamento do Conselho Ultramarino, que vai vigorar até o fim do período colonial.
1644 Fim do governo de Maurício de Nassau.
1645 Início da Insurreição Pernambucana contra a ocupação holandesa.
1648 Uma expedição liderada por Antônio Raposo Tavares parte em direção ao Amazonas.

Com o Tratado de Münster, termina a Guerra dos Oitenta Anos, entre a Espanha e os Países Baixos

1651 Antônio Raposo Tavares retorna a São Paulo.
1653 Os jesuítas voltam a São Paulo.
1654 Rendição dos holandeses, definitivamente derrotados.
1656 Morte de dom João IV; sobe ao trono de Portugal dom Afonso VI.
1661 Acordo de paz definitiva entre Portugal e os Países Baixos, sendo que Portugal concorda em arcar com uma indenização de sessenta e três toneladas de ouro.
1671 Fernão Dias Pais Leme recebe ordens do governador Afonso Furtado  para penetrar no sertão em busca das esmeraldas da mítica Serra do Sabarabuçu.
1674 Fernão Dias Pais Leme parte em busca do Sabarabuçu.
1680 Janeiro: Dom Manuel Lobo funda a Colônia do Sacramento.

Agosto: um agrupamento espanhol, apoiado por três mil índios das reduções, conquistou a Colônia do Sacramento; que foi, depois de atacada, saqueada e totalmente destruída.

1681 Fernão Dias Pais Leme morre no curso da expedição em busca de esmeraldas.

Por um tratado provisório, a Espanha restitui a Portugal a Colônia do Sacramento.

A Vila de São Paulo se torna cabeça (capital) da Capitania de São Vicente, por provisão do Marquês de Cascais.

1683 Auto de posse de São Paulo como cabeça da Capitania de São Vicente; com grandes  festejos.
1684 Revolta de Beckman, no Maranhão.
1693 Morte de dom Afonso VI, sucedido por dom Pedro II.
1696 Nomeados pelo rei, são criados os primeiros cargos de juízes-de-fora no Brasil, em substituição dos juízes ordinários, eleitos pelas Câmaras; aos juízes-de-fora, além de suas funções jurisdicionais, cabe a presidência das Câmaras para as quais são designados.

Os três primeiros juízes-de-fora para o Brasil são nomeados para a Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro, isto é, para as três principais vilas da colônia; em Salvador, então a capital do Brasil, também os vereadores deixaram de ser eleitos, passando a ser indicados por nomeação régia.

1697 Os paulistas descobrem ouro “nos sertões de Taubaté”.
1698 Os paulistas descobrem ouro no Ribeirão do Carmo, entre as futuras vilas de Mariana e Vila Rica do Ouro Preto.

Século XVIII

1704 Outubro: uma força de cerca de 500 soldados espanhóis e quatro mil índios missioneiros ataca e cerca a Colônia do Sacramento; os portugueses resistem.
1705 Março: os portugueses evacuam a Colônia do Sacramento.
1706 Morte de dom Pedro II.
1707 Sobe ao trono de Portugal dom João V.

Início da Guerra dos Emboabas.

1709 Fim da Guerra dos Emboabas.

Criação da capitania de São Paulo e Minas do Ouro; a capitania hereditária de São Vicente passa para a Coroa.

1711 11 de Julho: a Vila de São Paulo é elevada à categoria de Cidade.
1714 Firmada a Paz de Utrecht, pondo fim a um conflito entre a França e a Grande Aliança (Grã Bretanha, República Neerlandesa, Prússia, Portugal e a Casa de Sabóia), em função da sucessão do trono espanhol, pretendido por Carlos de Anjou, com o apoio de Luís XIV, contra Carlos VI da Germânia.

Afinal, o trono de Espanha ficou com o Bourbon Felipe V; entre os termos do acordo de paz, estava a soberania portuguesa das terras americanas entre os rios Amazonas e Oiapoque, e a devolução da Colônia do Sacramento a Portugal.

1715 A Colônia do Sacramento é restituída a Portugal.
1716 Os portugueses retornam à Colônia do Sacramento.
1719 Pascoal Moreira Cabral descobre ouro em Mato Grosso.
1724 Bruno Maurício de Zabala, governador de Buenos Aires, funda o forte de Montevideo.
1725 Bartolomeu Bueno da Silva descobre ouro em Goiás.
1726 A povoação em torno do forte de Montevideo recebe o estatuto de cidade.
1735 A Colônia do Sacramento é novamente atacada pelos espanhóis, que a manterão cercada até 1737.
1737 Armistício entre Portugal e Espanha levanta o cerco imposto à Colônia do Sacramento.

O Brigadeiro José da Silva Pais funda São Pedro do Rio Grande e tenta, sem sucesso, ocupar Montevideo.

1738 Uma Provisão Régia separa a ilha de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, incluindo a Colônia do Sacramento, do território de São Paulo, unindo-os ao Rio de Janeiro.
1745 Criação do Bispado de São Paulo.
1748 Um Alvará cria as capitanias de Goiás e Mato Grosso, desmembrando-as de São Paulo; pelo mesmo Alvará, a administração de São Paulo passa ao Rio de Janeiro.
1750 Pelo Tratado de Madri, que reconhece o princípio de uti possedetis (ou direito de posse, Portugal estende seus domínios sobre  extensos territórios a oeste do meridiano de Tordesilhas.

Entre os termos do Tratado, está a troca da Colônia do Sacramento, entregue aos espanhóis em troca dos Sete Povos das Missões. Mas, de fato, a Colônia permanece ocupada pelos portugueses.

1756 Começa na Europa a Guerra do Sete Anos: motivada por interesses coloniais, opõe a França, a Áustria e seus aliados Saxônia, Rússia, Suécia e Espanha, a Inglaterra, Portugal, Prússia e Hanôver.
1759 Por Decreto de 3 de Setembro, a Companhia de Jesus é expulsa de Portugal e seus domínios.
1761 O Tratado de El Pardo anula as disposições do Tratado de Madri.
1762 Tropas espanholas sob o comando de dom Pedro de Cevallos tomam a Colônia do Sacramento e invadem o Rio Grande do Sul
1763 O Tratado de Paris põe fim à Guerra dos Sete Anos; os espanhóis devolvem a Portugal a Colônia do Sacramento, mas suas tropas permanecem em Montevidéu e no Rio Grande do Sul.
1764 A 14 de Dezembro, dom José I nomeia dom Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão, o 4º Morgado de Mateus, governador e capitão general da capitania de São Paulo.
1765 Por Decreto de 5 de  Janeiro, o rei informa ao Conselho Ultramarino que é servido restabelecer a Capitania de São Paulo a seu antigo estado e nomear para governador e capitão general do mesmo governo a dom Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão, estabelecendo também que deverá servir por tempo de três anos e mais que decorrer enquanto não lhe nomear sucessor.

27 de Março: dom Luiz Antônio embarca para o Brasil na nau de guerra Nossa Senhora da Estrela.

18 de Junho: a nau entra na baía de Guanabara, atracando dois dias depois, a 20 de Junho.

23 de Julho: dom Luiz chega a Santos.

1766 2 de Abril de 1766: dom Luiz parte de Santos, com destino a São Paulo, onde chega no dia 6, tomando posse no dia seguinte, 7 de Abril, dia de Nossa Senhora dos Prazeres, madroeira da Casa de Mateus; instala-se no antigo Colégio dos Jesuítas, transformado em Palácio do Governo.
1767 Carlos III ordena a expulsão dos jesuítas da Espanha e de suas colônias.
1773 O papa Clemente IV, no Breve Dominus ac Redemptor, de 21 de Julho de 1773, suprime a Companhia de Jesus na Europa.
1775 2 de Janeiro: Carta Régia ordena o recolhimento de dom Antônio Luiz de Sousa Botelho Mourão à Corte, sendo substituído como capitão general de São Paulo por Martim Lopes Lobo de Saldanha (1775-1782)
1777 Nova invasão espanhola comandada por dom Pedro de Cevallos, que, em Fevereiro, ocupa a ilha de Santa Catarina.

O Tratado de Santo Ildefonso restabelece os termos do Tratado de Madrid: a Colônia do Sacramento é devolvida a Portugal e a Espanha volta à posse da região dos Sete Povos.

Século XIX

1801 O Tratado de Badajoz, assinado no contexto das Guerras Napoleônicas, põe fim  aos conflitos, mas sem ratificar os termos do Tratado de Santo Ildefonso; portanto, Portugal permanece na posse dos Sete Povos e a Espanha da Colônia do Sacramento.
1807 Dom João VI, por meio de ações militares, incorpora ao Brasil todo o território do Uruguai, incluindo a Colônia do Sacramento.
1822 7 de Setembro: dom Pedro I proclama a Independência do Brasil.
1828 Por meio de um acordo de paz entre o Império do Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata, a República Oriental do Uruguai se tornou independente.